O secretário Valdecir Noronha fez a entrega da proposta ao Ministro Neri Gheller durante uma visita no município de Colíder no último dia 12/07, a proposta que já foi aprovada pelo II encontro dos secretários de agricultura do Estado, em reunião na AMM, promete resolver de uma vez o problema da assistência técnica para a Agricultura Familiar.
O texto da proposta destaca os gastos de grandes somas para tentar prestar assistência técnica com chamadas públicas onde ganham muitas vezes, empresas estranhas à região e ao próprio Estado, e por períodos de um ou dois anos, o que definitivamente não resolvem o problema, pois se para a saúde são necessários agentes da saúde, para agricultura, são necessários agentes de agricultura, ambientados ao local.
Temos discutido essa possibilidade em conjunto, Matupá e Peixoto de Azevedo, pois temos áreas entrecruzadas, e as mesmas necessidades visto o grande número de proprietários de pequenas áreas e muitos assentados, em ambos municípios, mas sabemos que o problema é nacional.
Com esse foco, na AMM levantou-se a possibilidade de o governo federal deveria, a exemplo do que faz com a Educação e à Saúde, carimbar um percentual de 3% adicional ao FPM para Assistência técnica ao pequeno produtor, responsável pela produção de alimentos, que é o que mais necessita de orientação.
Entendemos ainda, que não se deveria exigir regularização fundiária e ambiental para os pequenos produtores que ainda não têm orientação técnica e que isto pode ser exigido após dois ou três anos de acompanhamento e que será uma consequência da própria ATER. Frise-se que isto é apenas para facilitar o acesso a crédito, pois os produtores precisam de investimentos para melhoria do solo de baixa fertilidade, além de custeios anuais para viabilizar a produção, pois já se nota o êxodo rural, principalmente dos jovens, o que fatalmente levará à extinção do agricultor familiar.